LAUDO QUE INDICARÁ SE HOUVE ABORTO DEVE FICAR PRONTO EM 30 DIAS

Laudo do exame necroscópico de Aline dos Reis Franco, de 26 anos, deve sair dentro de 30 dias. Documento deve apontar se a mulher sofreu aborto e se a causa da morte estaria ligada ao procedimento. A informação foi repassada pela mãe da vítima, Helemary Fátima dos Reis, 52 anos, que retorna hoje para Água Clara, onde mora.

Conforme a mãe de Aline, apenas com o resultado em mãos será possível definir novos rumos na investigação. “Quando o resultado sair é que vamos poder ter certeza do que aconteceu”, destacou.

Velório da jovem foi interrompido ontem para que o corpo fosse encaminhado para exame que vai atestar a causa da morte. Família procurou a polícia por suspeita de aborto clandestino.

Ao Portal Correio do Estado Helemary contou que uma amiga informou sobre a morte da filha e sobre o suposto aborto, o que levantou suspeita da família de que verdadeira causa a morte, diagnosticada como insuficiência respiratória e traumatismo cranioencefálico, tenha sido forjada por quadrilha.

Conforme a Polícia Civil de Jardim, onde vítima morreu, o caso está sendo acompanhado. Já pegaram cópia do atestado de óbito e laudos médicos do hospital onde a moça foi internada, mas não há boletim de ocorrência registrado sobre o caso e polícia aguarda o laudo necroscópico para iniciar investigação oficial.

Ainda segundo a polícia, só com o laudo é possível apontar se houve algum crime e, a partir daí, definir os rumos da investigação. Não há previsão de quando o documento ficará pronto.

O CASO 

Helemary disse que não sabia da gestação de dois meses da filha e que soube do episódio por uma amiga. Aline morava em Campo Grande e a mãe mora em Água Clara.

Conforme a mãe, Aline viajou para Porto Murtinho dizendo que levaria roupas para parentes na segunda-feira e, na terça-feira, passou mal e morreu.

Amiga ligou para família avisando que a jovem estava em Jardim, onde teria ido para fazer aborto. No hospital onde vítima foi atendida, ela informou que havia passado mal por conta do calor.

Helemary diz que essa mesma amiga articulou laudo com suposta causa da morte, funerária que fez o traslado do corpo à Capital e até o sepultamento.

Certidão de óbito constatava como causa da morte insuficiência respiratória aguda e traumatismo cranioencefálico.

A família procurou a delegacia da Capital relatando a suspeita de aborto clandestino e polícia orientou a mulher a encaminhar o corpo, que já estava sendo velado, para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). Vítima deixa um casal de filhos, de 11 e 6 anos. Fonte Correio do Estado.