CITADO EM ESCUTAS SUSPEITAS, DEPUTADO É CHAMADO A DEPOR NO GAECO

Campo Grande/MS

Cabo Almi durante a sessão de terça-feira (1º) na Assembleia Legislativa (Victor Chileno - ALMS)
Cabo Almi durante a sessão de terça-feira (1º) na Assembleia Legislativa (Victor Chileno – ALMS)

O deputado estadual Cabo Almi (PT) foi convocado a depor ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na tarde desta quarta-feira (2), em inquérito sobre esquema de compra de votos de vereadores para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). O parlamentar teria sido citado por envolvidos no caso, conforme escutas telefônicas interceptadas pela polícia.

“Não sei o que vão perguntar, também estou curioso. Mas vou responder tudo, porque não devo nada”, disse o parlamentar, que confirmou a convocação. Até a próxima sexta-feira (4), pelo menos sete pessoas devem ser ouvidas pelo Gaeco, ainda dentro da Operação Coffee Break, que apura se houve corrupção por parte de vereadores no ato de cassar o prefeito.

Conforme consta nas investigações, no dia 11 de março de 2014, às vésperas da cassação de Bernal, o deputado é citado em uma ligação entre Fábio Portela e João Baird, sugerindo que o petista poderia interferir – supostamente mediante pagamento de propina – no voto de um dos vereadores do partido.

Segundo Almi, esta hipótese é equivocada. Ele é padrinho político do vereador Ayrton Araújo, mas nega interferência na atuação parlamentar do correligionário: “ele tem liberdade sobre o que vai ou não votar, não interferi em nada”, diz o deputado.

A Operação Coffee Break já resultou no afastamento de Gilmar Olarte (PP) do cargo de prefeito, e de Mario Cesar (PMDB) da presidência da Câmara Municipal, na véspera do aniversário de Campo Grande. Ao todo, nove vereadores, um ex-vereador e três empresários também foram ouvidos pelo Gaeco no dia 25 de agosto, além de 17 celulares terem sido apreendidos.

O coordenador do Gaeco, promotor Marcos Alex Vera, disse nesta manhã que Almi será ouvido na condição de testemunha. Todos os citados nas escutas telefônicas serão convocados nestas condições, segundo ele. Fonte Midiamax.