CORPO ENCONTRADO PELA POLÍCIA É DE MULHER DE 37 ANOS DESAPARECIDA HÁ DOIS MESES

Corpo encontrado ontem pela Polícia Civil é de uma mulher de 37 anos, identificada como Ana Cláudia. Ela estava desaparecida desde setembro deste ano e teria sido enforcada com uma corda.

Corpo foi encontrado em estado de decomposição, em região de chácaras atrás do Parque dos Poderes. Ela é a quarta vítima de esquema de exploração sexual e tráfico de drogas encontrada pela polícia. Investigações apontam que pelo menos 10 pessoas desapareceram desde 2010, vítimas de grupo criminoso.

Conforme a titular da Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude (Deaij), Aline Sinotti, houve confirmação de que a adolescente Jhenifer Lima da Silva, de 15 anos, desaparecida há dois anos, estaria enterrada no local, porém, mudança por conta de chuva em uma das esquinas desconfigurou o local exato.

Policia Civil continua com as buscas e trabalha com informações de que outras duas pessoas estariam enterradas na região. Local foi apontado por três suspeitos presos por envolvimento nos crimes. Escavações estão sendo feitas com auxílio de retroescavadeira.

INVESTIGAÇÃO

A polícia começou a investigar o caso em setembro, quando Leandro Aparecido Nunes Ferreira, de 28 anos, considerado um dos líderes do grupo, morreu depois de ser ferido a tiros e se envolver em um acidente, no dia 6 de setembro, na BR-163, em Campo Grande.

Durante as apurações do caso, a polícia descobriu que um adolescente tinha matado Leandro porque o irmão desse menino estava desaparecido e era vítima do grupo liderado pelo criminoso. A partir daí, o adolescente colaborou com a polícia e deu detalhes sobre o esquema.

Conforme a delegada, Leandro e pelo menos mais sete pessoas, entre elas duas mulheres, aliciavam adolescentes que viviam nos bairros citados no início da reportagem para que eles fossem abusados sexualmente. As vítimas, conforme a delegada, eram vulneráveis e muitas delas viviam em situação de miséria.

Além de lucrar com os programas sexuais a que os adolescentes, meninos e meninas, eram submetidos, o grupo também ganhava com o aumento do tráfico de drogas na região.

Comerciantes e moradores dos bairros tinham conhecimento do esquema, segundo a polícia, mas temiam denunciar o caso. Casas e estabelecimentos comerciais, inclusive, eram usados pelos criminosos como ponto de encontro entre os abusadores e as vítimas.

Quando algum adolescente queria deixar o esquema ou se desentendia com cliente ou líder do grupo, os bandidos desapareciam com as vítimas. A suspeita da polícia é que os adolescentes eram assassinados.  Fonte Correio do Estado.