Dino Rocha morre aos 67 e deixa legado para o chamamé

Mato Grosso do Sul e o Brasil perdem um de seus mais apaixonados chamamezeiros, o sanfoneiro Dino Rocha, os 67 anos. Por complicações do diabetes, pressão alta e problemas respiratórios, ele morreu no Hospital Regional em Campo Grande, onde estava internado desde 25 janeiro. 

Conhecido no Estado e Brasil afora por seu talento no instrumento e nas composições, Dino Rocha tocava não só individualmente como fez parte do grupo Chalana de Prata ao lado de Paulo Simões, Guilherme Rondon e Celito Espíndola.

Autor de dezenas de composições, sendo a mais lembrada “Gaivota Pantaneira”, Dino Rocha era autodidata e desde criança tocava acordeão. 

Filho de músicos – a mãe era alemã e o pai, paraguaio. Em 1971, mudou-se para a cidade de Campo Grande e, aos 16, apresentou-se com seu primeiro grupo, “Los 5 Nativos”, em Ponta Porã.

Segundo a ex-mulher, Dino nunca deixou de defender musicalmente o chamamé e fazia questão de sempre estar junto da família . “Ele foi um pai fantástico, meu amigo, irmão, um ensinador que deixa um legado de novos talentos, sanfoneiros, acordeonistas.

Ele é  um incentivo para isso tudo continuar, porque sempre defendeu o chamamé. Desde criança ele 
optou pelo chamamé, nunca mudou o repertório. Vai deixar um grande vazio  na cultura de MS”.

Mesmo enfrentando problemas de saúde nos últimos anos, Dino Rocha não deixava de se apresentar e nem de sonhar com novos projetos. “Ele estava aguardando uma verba ser liberada pelo Governo do Estado para a gravação de um DVD. Tinha músicas gravadas e algumas imagens captadas”, conta Ruth.

Para o diretor cultural do Instituto do Chamamé de MS, o Estado e o Brasil perdem um grande talento musical. “Estamos consternados com esta perda, tristes. Dino Rcoha manteve  a fidelidade ao chamamé,  que é a musica autêntica do nosso Estado, do povo de Mato Grosso do Sul e deixa composições importantes. Uma figura musical da maior importância. Dino Rocha deixa três filhos, todos músicos.