Economia de Mato Grosso do Sul terá reforço de R$ 2,6 bilhões

A economia de Mato Grosso do Sul deverá receber incremento de R$ 2,601 bilhões neste final de ano, apenas em pagamentos de 13º salário. Nesta conta entram R$ 360 milhões referentes apenas ao funcionalismo público do Estado, e outros R$ 90 milhões aos servidores públicos de Campo Grande. Além da injeção de recursos das empresas privadas que pagam amanhã a primeira parte do décimo. Somente o Governo do Estado vai liberar sozinho cerca de R$ 1,590 bilhão, referentes aos  salários do mês de novembro, que serão pagos no próximo dia 30, 13º integral no dia 18 e os vencimentos de dezembro, que serão depositados na primeira semana de janeiro de 2019. Com tanto dinheiro em circulação, o varejo comemora e prepara para ampliar as vendas após um ano complicado no setor.

Pagamento antecipado beneficia lojistas

“Esse montante terá um impacto muito grande para o comércio, que precisa desse dinheiro circulando”, afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro. “A questão do pagamento antecipado também é essencial, pois evita aquele tumulto muito grande nas vésperas dos datas comemorativas, que prejudicam o atendimento adequado do comércio”, complementa, citando o pagamento do décimo terceiro salário aos cerca de 70 mil servidores estaduais ativos, aposentados e pensionistas, que serão depositados no dia 18 de dezembro. A ACICG havia pedido para que o dinheiro fosse liberado no dia 15, porém a data informada pelo governo ainda agradou o setor.
Para a economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul, Daniela Dias, o décimo terceiro deve trazer dinamismo e movimentar a economia sul-mato-grossense.

“Pagamento de dívida em atraso, quitação de matrícula escolar, impostos, despesas de ínicio de ano… são várias as finalidades utilizadas pelos consumidores. Mas, no geral, esse período tem um apelo sentimental grande, e as pessoas acabam gastando mais, adquirindo novos bens, comprando presentes no comércio”, define. “É claro que deve haver uma lista de prioridades, é um grande desafio para os consumidores alinharem todos os seus desejos. E a dica para os lojistas é aproveitarem esse momento para propor renegociação de dívidas com seus clientes”, aconselha. Fonte Correio do Estado.