EMPRESÁRIO É MORTO A TIROS NO ESCRITÓRIO; 4º CASO DO SETOR DE TURISMO EM 1 ANO

Dono de uma empresa de turismo que transporta comerciantes de Dourados para São Paulo e Goiânia, Osvaldo Francisco da Silva, de 58 anos, foi morto a tiros na manhã desta terça-feira. Esse é o quarto assassinato de empresários do setor em pouco mais de 1 ano.

Segundo apurou o Dourados News, Osvaldo foi morto a tiros dentro do escritório e caiu na porta da empresa. Pelo menos seis disparos atingiram a cabeça, braço, pescoço, mão e costas do empresário.

Testemunhas viram duas pessoas em uma moto deixando a empresa logo depois do crime. A polícia faz buscas na região, mas até o momento ninguém foi encontrado. No escritório da empresa a polícia encontrou uma espingarda calibre .12, mas funcionários negaram ter conhecimento de possíveis ameaças contra o empresário.

Osvaldo era dono da empresa Max Tur e atuava há pelo menos três anos no transporte de pessoas que iam para outros estados comprar roupas para serem revendidas em Dourados e região.

CRIMES

A primeira da série de mortes de empresários do setor do turismo ocorreu no dia 24 de setembro do ano passado. Toni Ednaldo dos Santos, de 40 anos, que era conhecido como “Toni da Van”, foi executado com seis tiros de pistola. Ele conversava com amigo, na sala da casa onde morava, no cruzamento das Ruas Ediberto Celestino de Oliveira com Mozart Calheiros, no Jardim Água Boa, quando o atirador invadiu o local atirando. O amigo dele saiu ileso.

No começo do mês seguinte, Alexandro de Oliveira da Silva, 21 anos, que também atuava no segmento de transporte com Vans, foi morto com nove tiros de pistola. O crime ocorreu dentro da Van que ele trabalhava.

O último crime que intrigou autoridades policiais e faz com que não se descarte relação entre eles, ocorreu no dia 22 de fevereiro e teve o dono de empresa de turismo José Edilson Morais, 40 anos, como vítima. A morte dele ocorreu de maneira semelhante à de ”Toni da Van”. O assassino também invadiu a casa onde morava, na Rua Natal, na Vila Cuiabá, e fez vários disparos.

Logo depois da última morte, a Polícia Civil da cidade afirmava que não estava descartada possibilidade de que as mortes tivessem como motivo disputa por espaço no serviço de transporte de turismo.  Fonte Correio do Estado.