GOVERNO REABRE INSCRIÇÃO DE PROGRAMA DO BNDES QUE FINANCIA INVESTIMENTO

Com a redução do limite, o governo pode diminuir a estimativa de quanto teria que desembolsar para cobrir as diferenças com essas concessões

O governo decidiu reabrir o prazo para adesão ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento), um conjunto de linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que foi criado em 2009 para incentivar empresas e evitar uma recessão.

Agora, as contratações via PSI poderão ser solicitadas até o dia 27 de novembro. O prazo anterior para contratação do PSI havia expirado em 30 de outubro, mas a pressão de empresários que queriam uma extensão para novas contratações surtiu efeito.

A decisão foi tomada ontem, em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional, iniciada após às 21 horas, e divulgada nesta sexta-feira (13). Na última reunião ordinária do Conselho, havia sido aprovada uma resolução reduzindo para R$ 19,5 bilhões o teto para operações do PSI. Originalmente, o programa tinha margem para contratação de até R$ 50 bilhões. Esses valores não foram alterados.

Com a redução do limite, o governo pode diminuir a estimativa de quanto teria que desembolsar para cobrir as diferenças com essas concessões do BNDES, que possuem taxas de financiamento mais baratas que as disponíveis no mercado.

O governo também fez pequenos ajustes nos limites que podem ser contratados pelos empresário interessados no PSI. Para a linha de exportação de bens de capital, o limite de contratações por empresa passa de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões.

Já a opção para crédito para inovação de grandes empresas sofreu um corte de R$ 7 milhões no limite por empresa. Quem optar por essa linha de financiamento poderá contratar até R$ 445 milhões.

O Conselho também decidiu retomar a opção de crédito voltado a máquinas e equipamentos eficientes. Esse tipo de financiamento havia sido extinto no mês passado, quando o governo reduziu o teto do programa. O limite nessa operação é de R$ 2 milhões. Fonte Folhapress.