LABORATÓRIO NO ESTADO BUSCA RG DO VENENO DE COBRAS LOCAIS

Os efeitos do veneno da mesma espécie de cobra variam conforme o ambiente. A descoberta dessa dinamicidade suscitou a preocupação de pesquisadores em produzir soros antiofídicos regionalizados.

Em Mato Grosso do Sul, há um biotério (viveiro onde se conservam animais para experimento científico ou produção de vacinas e soros), instalado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande, que desenvolve pesquisas para produzir antivenenosos eficientes contra mordidas das cobras locais.

Essa atenção científica é algo relativamente recente. Em meados de 2006, o Instituto Butantã precisava do veneno de Micrurus frontalis, uma das 32 espécies da cobra coral-verdadeira no Brasil, para produção de soro antiofídico contra a mordida do réptil. Um viveiro de Porto Alegre/RS mandou o veneno, mas a amostra não batia com a identificação do Butantã. O peso molecular era diferente.

A descoberta originou a Rede Nacional de Informação, Diálogo e Cooperação Acerca dos Animais Peçonhentos, ou simplesmente Rede Vital para o Brasil, sugerida pelo Instituto Vital Brasil, de Niterói-RJ.

O laboratório é um dos quatro locais do País autorizados a produzir antivenenoso de cobras peçonhentas — Instituto Butantã, em São Paulo-SP, Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte/MG, e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), em Curitiba-PR, são os outros três. Fonte Correio do Estado.