Municípios reclamam da falta de agentes de saúde para fazer visitas em microáreas

Reunião técnica com os 79 coordenadores de endemias de Mato Grosso do Sul aconteceu nesta segunda e terça, no auditório da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), em Campo Grande, para uniformizar informações e discutir as necessidades que alguns municípios enfrentam para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Conforme Mauro Lúcio Rosário, coordenador estadual de controle de vetores, o encontro foi positivo. “Cada município estava trabalhando de um jeito, agora sabemos tudo que se passa em cada cidade”, destacou o coordenador. Ainda segundo ele, a partir de agora será mais fácil auxiliar as regiões, conforme a necessidade de cada uma.

Campo Grande continua sendo o município com mais notificações de casos de dengue. “Para nós a situação mais crítica é aqui, que além de ser maior, é Capital, recebe e distribui pessoas de todos os municípios, por isso, se não fizer o controle aqui, fica impossível fazer nas demais cidades”, pontuou Mauro.

Uma das reclamações de alguns municípios, é com relação a falta de agentes comunitários para realizarem as visitas em microáreas.”Muitos municípios não têm agentes e acabam obrigando outros funcionários a fazerem cobertura em área que não é dele, o que acaba contribuindo para o aumento da proliferação”, enfatizou Mauro, que não soube precisar quais cidades necessitam com urgência da mão de obra.

INSETICIDA

Em plena epidemia, parte do serviço de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, está parado há duas semanas porque a prefeitura rejeitou inseticida enviado pelo Ministério da Saúde. Ao todo, 14 veículos fumacês estão estacionados na garagem do Centro de Controle de Vetores e Endemias do Município (CCVE), enquanto a cidade atravessa uma das epidemias mais críticas dos últimos anos.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) alega que o motivo da interrupção nos trabalhos é por conta do inseticida vencido desde 2013, encaminhado na semana passada pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, os demais municípios aceitaram o produto. “Estamos distribuindo o inseticida apenas para as cidades que apresentam transição intensa da dengue. O objetivo do veneno é cortar a cadeia de transmissão da doença”, alegou Mauro ao completar que o carro chefe do combate continua sendo o controle mecânico – objetos retirados manualmente de locais propícios à proliferação do mosquito. Fonte Correio do Estado.