POPULAÇÃO AINDA AGUARDA PELO PLANO “INOVADOR” DE AZAMBUJA

Ele dizia que economia da gestão passada era ruim; agora quer aumentar os impostos

Governador de Mato Grosso do Sul há 10 meses, Reinaldo Azambuja (PSDB) enfrenta o desafio de equilibrar o seu plano de governo ao que efetivamente vem acontecendo em seu mandato.

Na área de infraestrutura, a administração estadual não lançou novos empreendimentos, e ainda não deu conta de concluir algumas das obras que seu antecessor, André Puccinelli (PMDB), deixou dinheiro em caixa e contratos em andamento, para serem concluídas. 

Azambuja também vem enfrentando embates com parte de seu eleitorado, que esperava alívio na carga tributária, mas que tem assistido tentativas de elevar tributos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos produtos tidos como supérfluos e o Imposto sobre Transmissão de Bens Causa Mortis e Doação (ITCD) e ainda o aumento da alíquota da Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA.

Até agora, os projetos de governo que tiveram origem no mandato de Reinaldo Azambuja são todos conduzidos (diretamente ou na forma de parceria) pela iniciativa privada. São eles a Caravana da Saúde, a terceirização dos hospitais públicos (que serão entregues às Organizações Sociais de Saúde), o aluguel de viaturas para as polícias, além da intenção de promover parceria público-privada para investimentos na Sanesul, a empresa de saneamento de MS.

Na área de infraestrutura, o governo do Estado vem fazendo publicidade com o término da obra do campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) de Campo Grande.
A construçao de R$ 41,7 milhões, contudo, foi licitada e 95% concluída no mandato de André Puccinelli, e praticamente não teve nenhuma alteração de projeto pela atual administração. Fonte: Correio do Estado.