PROFESSORA ADOTA QUATRO IRMÃOS DE UMA ÚNICA VEZ E SE TORNA “MÃE DE CORAÇÃO” DE CRIANÇAS

Dia das Mães

Parquinho de diversão foi montado pelo casal para os filhos (Foto: Valdenir Rezende)
Parquinho de diversão foi montado pelo casal para os filhos (Foto: Valdenir Rezende)

Com o sonho de aumentar a família, a professora Ana Rosa Nantes, 45 anos, e o esposo, Anderson Divino Nantes, 42 anos, decidiram adotar um filho. Durante o processo de adoção, foram apresentados a quatro irmãos e a professora virou, de uma só vez, mãe de quatro crianças.

Ana Rosa disse ao Portal Correio do Estadoque o processo de adoção começou em 2011, depois de ela e o marido, casados há dez anos, descobrirem que não poderiam ter filhos. Eles fizeram a inscrição e o curso preparatório para adoção e, três meses depois, foram considerados aptos para a adoção.

Segundo a professora, como queriam ter um filho rápido, optaram por duas crianças, de até 2 anos, o que os colocava acima na fila de espera. “Depois de sermos considerados aptos nos perguntaram se a gente tinha interesse em conhecer quatro irmãos e a gente disse que sim. Como é difícil adotar irmão, fomos colocados como primeiros da lista”, disse.

O casal foi para Três Lagoas, cidade em que estavam as crianças e passou cerca de 20 dias em período de adaptação, que é quando as crianças são liberadas para passar o dia com os possíveis pais na companhia de uma psicóloga e uma assistente social. Depois desse período, a família decide se fica ou não com a criança.

“O primeiro dia foi mais complicado, a gente pensa que tudo bem ficar com quatro crianças, mas chega lá e vê a situação a gente fica receoso. Mas quando conhecemos as crianças tivemos certeza de que era isso que a gente queria”, afirmou.

Esperando apenas duas crianças, o casal precisou se adaptar para receber os irmãos Maurício Paes Nantes, 4 anos, Rafaela Paes Nantes, 6 anos, Mariela Paes Nantes, 8 anos e Gabriela Paes Nantes, 12 anos. Na época, as crianças tinham 1,3, 5 e 8 anos, respectivamente.

Ana Rosa já é mãe de Louise Borges, 26 anos, e disse que a filha deu total apoio e incentivou o casal a adotar os irmãos. “Ela me disse que a casa era grande e cabia mais de uma criança, eles se dão muito bem. A aceitação tanto dela quanto da família foi muito boa”.

Sobre a adaptação da rotina, a professora afirma que a mudança foi radical no início, já que a casa costumava ser silenciosa e com a chegada das crianças, além de adaptar a rotina precisaram fazer algumas coisas estruturais na casa.

“A mudança foi de 1.000%, era uma casa com três adultos, muito silêncio e tranquilo e chegam quatro crianças. Precisamos mudar também a rotina, que eles estavam acostumados com a rotina do abrigo e precisaram se acostumar que nós éramos os pais deles e tinham que respeitar, no começo foi bem difícil, cada criança tem uma personalidade e temos que lidar com essa diferença de personalidade e aprender com eles”, disse.

O casal montou um parquinho de diversões e precisou comprar um carro maior para acomodar os filhos. “Quando a gente saía tinha que chamar outras pessoas para dar carona porque não cabiam todos no carro, ainda mais que eles eram novos e precisavam de cadeirinha”.

Hoje, o relacionamento é normal de pais e filhos e Ana Rosa é “mãe de coração” das crianças. Sobre o fato de serem adotados, a professora afirma que não há diferenças entre as crianças e filha biológica. “Não tem diferença, eles não são adotados, aqui em casa nem se toca mais nesse assunto. O amor é o mesmo. Se alguém fala mal deles eu fico muito brava e aquilo dói. É uma relação de muito amor, também da parte deles”, finalizou. Fonte: Correio do Estado.