PROFESSORES SE REÚNEM E ALUNOS NÃO TERÃO AULA NESTA TERÇA-FEIRA

Alunos de escolas municipais de Campo Grande não terão aula nesta terça-feira devido a assembleia que acontecerá às 7h30 no Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP/MS). A reunião será feita para definir se a categoria aceita ou não a proposta de reajuste salarial para os trabalhadores em educação, apresentada pelo Governo do Estado. Além de profissionais da Capital, os demais municípios do Estado farão suas próprias assembleia também. “Cada município vai decidir se suas escolas terão aula ou não”, afirmou o secretário de finanças da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), José Remijo Perecin.

Já na quarta-feira (26), a Fetems realizará outra assembleia, às 14 horas, com representantes dos 74 Sindicatos Municipais dos Trabalhadores em Educação (Sinteds), vice-presidentes das 14 regionais e delegados de base da Confederação Nacional  dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Na reunião de quarta-feira será decidido se a categoria aceita a proposta da administração estadual ou decreta greve geral da Rede Estadual de Ensino Público.

Os trabalhadores em educação cobram o cumprimento da Lei Federal 11.738/2008 de 16 de julho de 2008, que estabelece o reajuste do Piso Salarial dos Professores e da  lei complementar estadual nº 200, de 13 de julho de 2015. Essa última legislação integraliza o Piso por 20 horas até o ano de 2021.

Segundo informações da Fetems, o Governo garantiu o pagamento do reajuste do piso de 7,64% em 2017, manter a convocação da mesma forma que no primeiro semestre e que não haveria alteração no Estatuto dos profissionais em Educação.

Foi estabelecido ainda com o Governo do Estado a criação de uma Comissão para debater aspectos ligados aos funcionários administrativos em educação.

“A decisão sobre a proposta do Governo é da categoria. A Assembleia Geral é a maior instância deliberativa de nossa Federação, portanto, é fundamental a participação de todos para definir os próximos passos dos trabalhadores em educação da Rede Estadual de Ensino”, pontuou o presidente da Fetems, professor Jaime Teixeira. Fonte Correio do Estado.