REFORMA EM PARQUE TENTA PRESERVAR NATUREZA E CRIAR MEDIDA ECOTURÍSTICA

Obra custará quase R$ 420 mil e recursos são de compensação de mineradoras

Estrada no Parque Piraputangas - Foto divulgação
Estrada no Parque Piraputangas – Foto divulgação

As obras de construção e ampliação da sede do Parque Natural Municipal de Piraputangas, que fica na zona rural de Corumbá, foi avaliada em R$ 419.435,60. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Paulo Duarte (PT) nesta quinta-feira (17).

De acordo com a prefeitura de Corumbá, cidade distante 417 quilômetros de Campo Grande, a conclusão do empreendimento será no primeiro semestre de 2016 e deve incrementar as ações municipais para incentivar o turismo na região e ainda envolverá medidas de proteção à natureza.

As obras serão executadas com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente de Corumbá, por meio de compensação de licenciamento ambiental da MCR/Vale (R$ 310 mil), da MMX (R$ 90 mil) e de recursos próprios do tesouro municipal (R$ 19.435,60).

O Parque Natural de Piraputangas fica em uma área conhecida como Maria Coelho e oferece uma estrutura para pesquisadores, além de servir para turismo contemplativo. A estrutura terá 117,17 metros quadrados com as reformas e novas construções.

A intenção do poder público é manter o parque aberto ao público e ainda disponibilizar um laboratório para armazenamento e manipulação de amostras científicas. Haverá também uma casa no local para pouso.

Ao jornal Diário Corumbaense, a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente, Márcia Rolon, afirmou que a prefeitura também realiza um levantamento da situação dos córregos da região para atuar no trabalho de preservação.

Na mesma região, há o córrego Urucum, que foi atingido pela exploração do solo e poluição e hoje ainda existe por água do subsolo é jogada no leito após uma medida judicial determinar essa ação.

O parque abriga 94 espécies de fauna e flora, com 25 mamíferos e 13 répteis e toda a estrutura ocupa 1,3 mil hectares.

Por conta dessa riqueza proporcionada pela natureza, a bióloga Emiko Kawakami Resende, gerente geral Embrapa Pantanal, disse ao Diário Corumbaense que a região pode ser utilizada pelo poder público para desenvolver trilhas ecológicas e outras atividades de lazer. Resende participou do ato de assinatura. Fonte Correio do Estado.