Santa Casa não pode ceder UTI neonatal a planos de saúde

O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou, em inquérito civil, que a Santa Casa de Campo Grande se abstenha, imediatamente, de contratualizar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal reservados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e leitos de unidade de cuidados intermediários neonatal convencional  e Canguru com planos de saúde – saúde suplementar. Paralelamente, a instituição pede à Unimed e a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), a implementação, em quatro meses, de dez novos leitos deste tipo, cada uma, em seus próprios hospitais ou contratem em hospitais privados da Capital.

Conforme dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), há 44 leitos na UTI neonatal para utilização de pacientes do SUS, sendo oito leitos na Santa Casa de Campo Grande, 20 leitos na Maternidade Cândido Mariano, seis leitos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) e dez leitos no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). Conforme a recomendação da Promotora de Justiça, Daniela Cristina Guiotti, os quais são constantemente ocupados por pacientes da saúde suplementar.

Reportagem publicada pelo Correio do Estado, em 12 de setembro de 2018, apontou que os dois maiores planos de saúde do estado, eram cobrados pela falta UTIs neonatais e pediátricas. São apenas 13 leitos para recém-nascidos mantidos de forma privada, sendo dez na Capital e três em Dourados. Fonte Correio do Estado