SERIAL KILLER DO DANÚBIO AZUL E COMPARSAS SERÃO JULGADOS NESTA SEXTA-FEIRA

Acusado de liderar  um grupo de extermínio envolvido em série de execuções e desaparecimentos na região do Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, Luiz Alves Martins Filho, o Nando, será levado a julgamento nesta sexta-feira. Ele é suspeito em pelo menos 13 assassinatos. O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, marcou para às 8 horas o segundo júri popular de Nando, desta vez pela morte do menino Lessandro Valdonado de Souza, de 13 anos.

Segundo a denúncia, Nando teria levado a vítima ao local do crime e providenciado a corda utilizada para estrangulá-la. Teria sido ajudado por Jean Marlon Dias Domingues, que garantiu a superioridade numérica em relação a Lessandro, assim como em sua contenção física.

Já uma outra acusada, Talita Regina de Souza, cunhada da vítima, teria agido por motivo torpe, praticando o crime em razão de Lessandro tê-la visto traindo seu companheiro (irmão da vítima).

Nando teria participado do assassinato motivado pela relação de amizade com Talita, que costumeiramente arrumava para ele encontros homoafetivos, ao passo que Marlon procurou auxiliar Nando, como fazia frequentemente em diferentes crimes.

Ainda conforme a denúncia, com a intenção de ocultar o cadáver, enterraram o corpo da vítima, sendo os restos mortais encontrados somente meses depois, após Nando e Marlon indicarem a localização. Talita teve seu processo desmembrado em relação a Nando.

CONDENAÇÃO

Em junho, Nando foi condenado a 18 anos e três meses de reclusão em regime fechado, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver de um homem identificado apenas como Café ou Neguinho. O comparsa de Nando, Jean Marlon Dias Domingues, teve condenação de 15 anos e seis meses de reclusão pelos mesmos crimes.

Pela denúncia,  em abril de 2016, em dia e horário indeterminados, próximo ao local denominado lixão (aterro), situado na Rua dos Astronautas, Jardim Veraneio, na Capital, eles mataram Café usando corda, chave de fenda e uma faca e enterraram o corpo em uma espécie de cemitério clandestino, onde outras vítimas haviam sido sepultadas. Fonte Correio do Estado.