SOBRINHO TERIA ASSASSINADO ADVOGADO EM BRIGA POR PROPRIEDADE

Rixa antiga de família teria motivado sobrinho, que não teve a identificação divulgada, a matar Severino Alves de Moura, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Aquidauana. O corpo do advogado foi encontrado carbonizado, na manhã de ontem, na altura do quilômetro 14 da BR-419, no município de Anastácio.

Conforme informações preliminares, apuradas pelo Portal Correio do Estado, tio e um sobrinho, que é médico veterinário, eram vizinhos há anos, porém sempre entravam em discussão quando um invadia a propriedade do outro.

Na noite de ontem, os dois teriam tido uma nova briga pelo mesmo motivo. O médico acabou agredindo o advogado, que desmaiou. O sobrinho, então, teria recolhido a vítima e o colocado no banco do passageiro do próprio carro.

O suspeito teria dirigido o carro do tio até a rodovia entre Anastácio e Nioaque, onde ateou fogo no veículo com a vítima dentro. Ele ainda teria instruído funcionários a mentir, para encobrir o crime. A polícia ainda não confirmou esta versão do caso.

O delegado Antonio Ribas, que investiga o caso, disse apenas que um sobrinho da vítima foi preso hoje pela manhã e prestava depoimento na delegacia à tarde. O delegado não informou a identificação do suspeito.

Conforme o site O Pantaneiro, ele estava com um galão de gasolina na carroceria de uma Toyota Hilux de cor branca. No momento em que viu a viatura da Polícia Civil se aproximar, ele teria corrido, o que aumentou as suspeitas dos policiais.

COMBATE CHAMAS

Segundo informações do site O Pantaneiro, equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada por volta das 22h20 de ontem para atender a uma ocorrência de incêndio. No local, socorristas se depararam com a caminhonete incendiada.

Ao combater as chamas, militares constataram que havia uma pessoa no interior do veículo. Corpo foi levado para o Instituto Médico Odontológico (Imol) e então Severino foi reconhecido por familiares.

Parentes informaram que, devido ao aumento de casos de furto de gado, o advogado costumava dormir em sua fazenda, localizada nas proximidades do local do crime.